Nova apreensão de bebidas falsificadas: 102 garrafas

Atualizado: 1 de jul. de 2021

Acusado foi flagrado pelo mesmo crime pela 2ª vez, agora em Barão Geraldo; a 1ª foi no Satélite Iris



Um homem de 26 anos teve apreendidas ontem 102 garrafas de uísque falsificado. Ele já era monitorado por policiais da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (Dig) da Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic-Campinas). A ação, com autorização da 4ª Vara Criminal, ocorreu no quarto da casa do suspeito, no bairro Real Parque, no distrito de Barão Geraldo.


Antes de cumprirem o mandado de busca e apreensão, os policiais civis já haviam abordado o mesmo acusado no bairro Satélite Íris, onde ele vendia uísque falsificado, usando um veículo para oferecer o produto ilegal em estabelecimentos comerciais. No carro estavam 84 garrafas de bebidas suspeitas.


Encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos, o homem confessou que adquiria as bebidas falsas envasadas como sendo de marcas famosas - tais como Jack Daniel’s, White Horse, Johnnie Walker, Black Label, Red Label, Absolut, Ciroc e Passaport - de uma pessoa que ele conhecia e que vendia os produtos nas redes sociais, comercializando-os a preços bem abaixo de mercado.


Só R$ 25

Aos policiais, o homem contou que pagava a bebida já falsificada por R$ 25,00 em média a garrafa e a revendia pelo dobro do preço. Um levantamento feito pela polícia junto a peritos indica que os produtos originais das marcas têm valores entre R$ 150,00 e R$ 250,00 no mercado lícito. Autuado por crime de falsificação de produtos alimentícios, o acusado está sujeito uma pena de 4 a 8 anos de prisão.


Ele foi encaminhado para a cadeia anexa ao 2º Distrito Policial de Campinas (São Bernardo), onde aguardará a audiência de custódia, que decidirá pela manutenção da prisão preventiva por tempo indeterminada ou a liberdade provisória do acusado, mediante condições judiciais.

Segundo a Polícia Civil, ontem, peritos da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) estiveram na Deic de Campinas realizando testes nas bebidas apreendidas e constaram as irregularidades nos produtos. Foi pedido também laudo oficial no Instituto de Criminalística (IC) para ser anexado ao inquérito que investiga o caso.


Pelo menos há dois meses, policiais de Campinas e região investigam ações de “fabricantes” e comerciantes de bebidas falsificadas, normalmente de marcas tradicionais nacionais e importadas.


Os produtos acabam comercializados no varejo em redes sociais e mesmo no atacado, chegando a adegas, mercados, bares, boates e festas da região com preços abaixo de mercado.


Além da ilegalidade em si, do crime de falsificação, a modalidade preocupa as autoridades sanitárias e toda a rede de saúde, visto que os locais onde a polícia flagra as falsificações são desprovidos de quaisquer condições de higiene. “Chegamos a encontrar galões com uísque falsificado e com o álcool usado na mistura das bebidas despejados num tanque de lavar roupas. O envase da mistura era feito com canecos e funis sujos”, relata um dos investigadores.


Ele complementa que os falsificadores usavam garrafas encontradas em ferro-velhos, lacrando-as para revendê-las. Entre os dias cinco e 20 passados, houve apreensões de ao menos 1.000 garrafas de bebidas falsas em Campinas, Indaiatuba e Paulínia.



Fonte: https://correio.rac.com.br/campinas-e-rmc/2021/06/1099623-nova-apreensao-de-bebidas-falsificadas-102-garrafas.html


 

New seizure of counterfeit drinks: 102 bottles


The accused was caught for the same crime for the 2nd time, now in Barão Geraldo; the 1st was on the Iris Satellite.


A 26-year-old man had 102 bottles of counterfeit whiskey seized yesterday. He was already being monitored by police officers from the 1st General Investigations Precinct (Dig) of the Specialized Criminal Investigations Division (Deic-Campinas). The action, with authorization from the 4th Criminal Court, took place in the suspect's house, in the Real Parque neighborhood, in the Barão Geraldo district.


Before fulfilling the search and seizure warrant, the civil police had already approached the same accused in the Satellite Iris neighborhood, where he sold counterfeit whiskey, using a vehicle to offer the illegal product in commercial establishments. In the car were 84 bottles of suspicious drinks.


Taken to the police station for clarification, the man said that he purchased the fake bottled drinks as being from famous brands - such as Jack Daniel's, White Horse, Johnnie Walker, Black Label, Red Label, Absolut, Ciroc and Passaport - from a person he knew and that he sold the products on social networks, selling them at prices well below the market.


Only R$ 25

To the police, the man told that he paid the counterfeit drink for an average of R$ 25.00 per bottle and resold it for twice the price. A survey carried out by the police with experts indicates that the brand's original products have values between R$ 150.00 and R$ 250.00 in the legal market. Accused for the crime of counterfeiting food products, the accused is subject to a penalty of 4 to 8 years in prison.


He was sent to the jail of the 2nd Police District of Campinas (São Bernardo), where he will await the custody hearing, which will decide on the maintenance of preventive detention for an indefinite period or the provisional release of the accused, under judicial conditions.


According to the Civil Police, yesterday, experts from the Brazilian Association of Beverages (Abrabe) were at Deic Campinas performing tests on the seized drinks and found the irregularities in the products. An official report was also requested from the Criminalistics Institute (IC) to be attached to the investigation investigating the case.


For at least two months, police officers from Campinas and region have been investigating the actions of “manufacturers” and traders of counterfeit beverages, usually of traditional national and imported brands.


The products end up being sold in retail on social networks and even wholesale, reaching wineries, markets, bars, nightclubs and parties in the region with prices below the market.


In addition to the illegality itself, the crime of forgery, the modality worries the health authorities and the entire health network, since the places where the police catch the forgery are devoid of any hygiene conditions. “We even found gallons of counterfeit whiskey and the alcohol used to mix the drinks poured into a laundry tank. The mixture was filled with dirty mugs and funnels”, reports one of the investigators.


He adds that counterfeiters used bottles found in junkyards, sealing them for resale. Between the past 5th and 20th, there were seizures of at least 1,000 bottles of fake drinks in Campinas, Indaiatuba and Paulínia.

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